R. Humanística

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História

A História da Responsabilidade Humanística® começa com um experimento realizado na Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo: o Laboratório de Humanidades.

Dante Gallian foi o idealizador dessa metodologia. Inicialmente, sendo historiador de formação, ofereceu a matéria História da Medicina, que visava introduzir as temáticas humanísticas e discutir a importância da formação humana na área médica. Ao invés de aulas expositivas, selecionou pequenos textos e trechos de obras clássicas da história médica que, após a leitura feita em sala de aula, geravam a discussão por meio dos comentários que os alunos faziam. Em 2001 surgia o embrião do que mais tarde seria o Laboratório de Humanidades.

Certo dia, um dos alunos sugeriu a leitura do texto literário Antígona, de Sófocles. O impacto da leitura em cada participante e a qualidade da discussão, suscitando temas e questões de grande profundidade, foi algo que surpreendeu. A partir desse momento, essa passou a ser a metodologia de aprendizado, pois o grau de envolvimento que as narrativas ficcionais promoviam desencadeavam não apenas grandes temas de reflexão, mas também afetos e sentimentos que podiam ser expressados e compartilhados durante a reunião. Em 2003, instaurou-se oficialmente o Laboratório de Humanidades (LabHum), sendo oferecido aos alunos como uma possibilidade de estágio alternativa aos laboratórios biomédicos.

Nessa época, a temática da humanização começava a despontar com força no âmbito da saúde. Entre 2010 e 2013, a FAPESP financiou um projeto de pesquisa que visava não apenas analisar as bases teóricas e a aplicação das práticas das propostas de humanização da saúde feitas pela PNH (Política Nacional de Humanização) e pela nova Lei de Diretrizes e Bases da Educação, como também refletir e avaliar o papel que as humanidades – em especial a literatura – poderiam exercer nesse empenho humanizador. O projeto foi denominado As Patologias da Modernidade e os Remédios das Humanidades: investigação e experimentação.

Com a publicação dos primeiros estudos sobre o fenômeno, o interesse pelo LabHum cresceu não apenas dentro da EPM-UNIFESP como também em outras instituições e em outros cenários para além dos campos estritamente acadêmico e da saúde.

A primeira experiência surgiu do interesse que a proposta do Laboratório de Humanidades suscitou num diretor da área de Recursos Humanos de uma grande empresa de cosméticos: a Natura. Entre os anos 2012-2013, três ciclos da ação foram desenvolvidos com mais de 60 líderes de vários setores da empresa. A experiência mostrou que a dinâmica do Laboratório respondia às demandas humanizadoras que emergem não só na área específica da saúde, mas também, cada vez mais, no universo corporativo. Assim surgiu a Responsabilidade Humanística®, marcando o crescimento dessa empresa pioneira no conceito de humanização através das humanidades.

A partir dessa experiência, além do Laboratório de Leitura (LabLei) – como foi chamada a ação dirigida às empresas –, outras ações foram sendo incorporadas dentro da proposta da Responsabilidade Humanística®: as Oficinas de Humanidades, que abarcam temas da história, filosofia, artes, literatura, fotografia, entre outros, e as Viagens Humanísticas, que potencializam a experiência do LabLei.